Apesar de não serem considerados populares, os movimentos estudantis originam-se de um caráter social e massivo. Iniciado sob a ótica da Ditadura Militar no Brasil, esse movimentos começaram uma reorganização como a única força de oposição política. Contando com o empenho de diversos jovens estudantes, seus lideres tinham total apoio da população, o que consolidou a força do movimento na época.

 Desde então os jovens tiveram participação ativa em campanhas que procuravam solucionar seus problemas junto à política brasileira. Entre esses episódios estavam: A Oposição ao Regime Militar (1964 – 1989), A Favor da Anistia (1979), Diretas Já (1984), Contra a Divida Externa (1986), Por Universidades Públicas (1987), Fora Collor (1993).

 Através de manifestações como as citadas, nossos jovens demonstraram sua luta contra a errônea política brasileira. Essa época foi marcada por atitudes heróicas de nossos jovens a favor de um melhor país para todos.

Tivemos também o apoio de artistas que se uniram aos movimentos com o intuito de reforçar os manifestos. E foi no meio de um cenário cheio de repressão e discórdia que estes jovens fizeram história, lutando por um país justo com todos.

 Entretanto, podemos perceber que os jovens da atualidade não se preocupam mais com tais movimentos, não há luta pelos direitos, não há busca pela justiça. Hoje em dia os jovens apenas se opõem há algo que possa beneficiá-los individualmente e não idealizam o bem comum a todos como nos movimentos anteriores. Antes existia a vontade de descobrir, de mostrar a corrupção, a injustiça e a desigualdade. Hoje essas, são características que se tornaram comum ao nosso cotidiano.

Apesar de ser uma estudante dos anos 2000, ainda assim sinto falta daqueles que fizeram a história no século XX, pois esses tinham ímpetos de guerreiros, de heróis que buscavam em suas lutas a honestidade de uma politica correta para um país digno e melhor.

Por Elaine Correia.