Categoria: Informativo


Solar - Por Lorena Hollander

Inaugurada em 04/09 as 15:00h na estação de metrô clinicas (Linha 3 – Verde) em São Paulo a mostra de fotografias intitulada como ‘UrbanosSoma’ (O Urbano e o Humano), apresenta aos usuários do metro gratuitamente imagens da fotógrafa Lorena Hollander, manipuladas digitalmente e capazes de interligar o individuo ao cotidiano urbano das metrópoles.

No metrô Clinicas é possível encontrar os 44 registros nos corredores que dão acesso a plataforma, algumas imagens estão nas paredes e outras formam a Linha da Cultura com legendas e informativos sobre a exposição. A disposição dos registros no trajeto da estação atrai os olhares da população e estimula os comentários sobre as obras.

A autora resgata nesta série o valor perdido de cada individuo esquecido nos becos e esquinas das cidades, a exposição traz à tona a realidade do capitalismo e da industrialização que motivaram o humano a construir sem limites suas tubulações, que cortam os subterrâneos e seus arranha céus capazes de esconder o infinito acima das cidades.

A Fotógrafa - Lorena Hollander

 

Lorena é artista plástica e musicista, paulistana de raiz a artista é filha e neta dos pintores Gregório e Mário Gruber, tem contato com as artes visuais desde pequena e ainda fundadora de uma banda de rock chamada Diafanes, criada ha 8 anos a banda já lançou dois álbuns e fez turnês nacionais e internacionais. Participou de diversas exposições no Brasil, na Europa e na China.

A primeira turnê internacional da banda foi em 2007, através dos EUA. O grupo fez 24 shows, passando por grandes metrópoles como Nova Iorque, Chicago, Boston, Detroit, Madison e Minneapolis. A banda recebeu muita atenção da mídia, com a publicação de diversas entrevistas e matérias, e tocou em casas por onde já passaram grandes nomes da música popular internacional. Em 2008 fez sua segunda turnê pelos EUA, com 7 shows, incluindo uma apresentação no famoso festival National Cherry Blossom Festival em Washington DC. Em fevereiro de 2009 a Revista Guitar Player lançou um novo vídeo da banda em estúdio produzindo a música “Out There”.

Serviço – UrbanosSoma:

Local: Estação Clínicas do Metrô
Av. Dr. Arnaldo, 555 – São Paulo, SP
Acesso e estacionamento pela Av. Dr. Eneas Carvalho de Aguiar
Horário: de domingo a sexta das 4h40 às 00h18 e de sábado das 4h40 às 1h00
Acesso para deficientes – Espaço não fumante – Entrada grátis

 

Por Elaine Correia

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Temos que assistir a mídia impressa brasileira se esvair e aceitarmos que não haja nenhuma manifestação quanto tal desestruturação dos jornais brasileiros. Presenciamos a Tribuna da Imprensa, a Gazeta Mercantil e o Jornal do Brasil (impresso) informarem seus respectivos encerramentos decorrente da brusca queda de tiragem e da inexistência de credibilidade, que molda o cenário atual da nossa imprensa. 

È no mínimo curioso perceber que o JB não estará mais presente em nosso cotidiano, sujando os dedos de seus leitores nas praias, nos escritórios, nas praças, nos botequins e nos transportes públicos como tem feito em seus 119 anos de história e o pior é ainda termos de compreender que a queda desse impresso se deve as suas dificuldades financeiras, que o obriga a atuar a partir de setembro somente no ambiente online.

A derrocada do Jornal do Brasil traz consigo diversas indagações do que será feito do futuro da imprensa brasileira? Afinal o presente tem proporcionado meios de comunicações desfocados, antiéticos e a beira da falência. È inevitável que haja comparações com os países vizinhos, a Argentina com o jornal Página 12, o México com o La Jornada, a Bolívia com o Câmbio que, aliás, foi criado há apenas oito meses e já se tornou sucesso absoluto entre os bolivianos e a Venezuela com o Correio de Orenoco. Todos esses países demonstram uma forte estabilidade em seus veículos impressos diferente do Brasil que vem mostrando a atuação de uma imprensa antinacionalista, que se esquece de motivar o investimento público em suas próprias atividades.

Necessitamos de apoio do Estado para que alcancemos uma efetiva sustentação econômica, no entanto ao invés disso estamos presenciando a decadência de nossos jornais como o JB que vem perdendo há décadas seus leitores, mesmo estando em um cenário onde existe a procura por leitura e qualidade de informação.

Será possível que o Jornal do Brasil não tenha arrecadado sua fatia dos bancos públicos, assim como O Globo e a Rede Globo que se criou de forma irregular com o apoio do Grupo Time Life? Fatos estes que só não enxerga quem não quer, mas os veículos considerados grandes renomes de nossa imprensa só ocuparam seus devidos lugares em conseqüência do apoio que obtiveram do Estado, muitas foram às falcatruas a fim de manipular a audiência no Brasil, a ponto da Rede Globo, retardar a chegada do controle remoto no país com o intuito de manter sua credibilidade ativa junto aos telespectadores.

Podemos às vezes imaginar que possuímos um jornalismo falido, afinal como é possível aceitar que não haja nem ao menos diálogos acerca da titularidade do diploma? Estamos presenciando a frustração de estudantes que passaram anos de suas vidas em universidades com o sonho de informar e apoiar seu país através de sua profissão, entretanto estamos vendo o número de profissionais na área aumentarem enquanto as vagas em mercado vão diminuindo.

Já com a obrigatoriedade do diploma no exercício do jornalismo tínhamos dezenas de trabalhadores com seus diplomas criando pó, dentro de gavetas esquecidas no tempo. Dessa forma é evidente, mesmo com a volta do diploma teremos ainda mais jornalistas sedentos por trabalho, obrigados a assistir a diminuição de vagas e ainda por cima aceitar seu povo sem ler jornal.

O governante desse país deve não somente estimular os brasileiros a manterem uma boa alimentação, ou a possuírem uma moradia descente, devemos motivar a população a obter  acesso a informação, a leitura e ao jornal. Talvez esses governantes queiram nos manter inertes, afinal assim seriamos manejáveis, ignorantes e crentes as farsas. O alimento deve vir também em forma de conhecimento, o jornal não deve manter-se como apenas embalagens de peixes e bananas nas feiras e muito menos como forro de chão das ‘supostas camas’ daqueles que foram esquecidos por esta nação.

 Por Elaine Correia

Imagem:http://www.uol.com.br/

Desde 1998 o boato tem seguido seu rumo direto para se tornar uma verdade incontestável, o mega evento nomeado de Copa do Mundo – FIFA foi comprado ou não afinal?

È algo inaceitável, no entanto totalmente possível para méros mortais que estão na constante busca pelo dinheiro, trata-se de um evento grandioso repleto de glamour, celebridades, estrelas incandescentes que ofuscam atuando no gramado. São milhões investidos, construções que devem ser feitas dentro do prazo, uma nação que se mobiliza para receber o pessoas do mundo inteiro neste evento esperado por 4 anos.

E mesmo com as dificuldades que a seleção brasileira enfrentou durante a sua campanha, ainda assim confiávamos afinal esse é o papel de uma torcida, ainda mais da torcida brasileira que sempre se manteve atenta, centrada e pronta para motivar seus escudeiros.

E assim fomos seguindo, primeiro jogo contra a Coréia do Norte trouxe muitas criticas com um placar de 2 a 1 para o Brasil sentimos que nossos meninos sofreram para alcançar tal resultado. Todos especularam, jornais do mundo inteiro deram manchetes acusando a considerada melhor seleção de jogadores de futebol do mundo. Em seqüência enfrentamos a Costa do Marfim e parecia então a retomada dos craques brasileiros apresentando um resultado de 3 a 1 sobre os marfinenses assim nos sentimos mais satisfeitos com a atuação do Brasil na África do Sul, porém essa empolgação durou pouco tempo até  nos depararmos com Portugal que nos proporcionou uma disputa dura resultando em um placar inaceitável de 0 a 0.

A preocupação tornou-se uma característica comum, a cada jogo os brasileiros se sentiam mais desmotivados a torcer por sua nação, Dunga se mostrou despreparado em sua atuação como técnico sendo agressivo com jornalistas e enfrentando a maior rede de transmissão do país, a Rede Globo. Discutiu com um jornalista e xingou o mesmo em rede mundial, foi criticado diariamente e fiscalizado pela imprensa que estava sedenta pelas gafes de Dunga.

Em meio a este turbilhão de acontecimentos chegamos à disputa com o ‘Freguês’ e enfim goleamos o Chile com um placar de 3 a 0, o sufoco foi contido e a alegria de estarmos nas quartas de final invadiu os corações brasileiros, em contrapartida vigiávamos nosso mais astuto adversário a Argentina que veio se mostrando ofensiva em suas vitórias. E mesmo com as piadas de Maradona e de seus seguidores tentamos nos manter tranqüilos e focados no único objetivo que uma seleção deveria ter ganhar a Copa do Mundo.

E assim chegamos ao jogo que nos daria o passaporte para as oitavas de final, o clima foi preocupante desde o principio, contudo, o Brasil abriu o placar e se mostrou com a situação sobre controle o 1º tempo chegou ao final e o Brasil marcava 1 a 0 em cima da Holanda. Porém o retorno para o 2º tempo foi catastrófico, a Holanda fez seu primeiro gol em 8 minutos de partida e conseguiu o que mais almejava, desestruturou a seleção canarinho os jogadores estavam perdidos, não conseguiam furar a defesa da Holanda e esqueceram da sua própria defesa em campo, deixando o goleiro Julio César sozinho, para completar Felipe Mello é expulso após uma agressão contra o jogador holandês e faz o Brasil encerrar a partida com um homem a menos, assim foi a goleada holandesa 2 a 1 sobre o Brasil e a eliminação dos brasileiros na Copa de 2010.

O cenário foi doloroso para os brasileiros a ala verde e amarela permaneceu calada, pensativa e em alguns momentos aos prantos por mais essa tentativa frustrada rumo ao hexacampeonato, a ala laranja estava aos berros, eufórica e demasiadamente enlouquecida por expulsar da disputa uma das seleções tidas como favorita ao prêmio final. Nas ruas os torcedores estão apáticos e decepcionados.

 E o pior ainda, com a eliminação do Brasil o boato de 1998 volta à tona e perturba ainda mais a cabeça dos brasileiros com questionamentos sem respostas. A Argentina ganhará essa Copa? A Copa foi comprada pela Nike? E nessa linha sucedem-se as duvidas. O fato é que o jogo pareceu ter sido entregue a Holanda, um time com gás para ganhar sem mais nem menos se mostrou exausto e vencido mesmo com tempo para reverter à situação.

Essa atitude brasileira deixou ainda mais em evidência as especulações sobre a compra do evento e sobre o prometido ganhador de 2010, a Argentina agora é promessa de vitória pela Nike e por muitos entendidos da área e a derrota brasileira nos fez sentir o gosto amargo de assistir a um show regado a ganância e a má fé, é melhor acreditarmos que o Brasil perdeu por estar com uma atuação insatisfatória, mas que a revolta ainda assim se faz presente, ah isso se faz.

Em contrapartida no ultimo sábado (03/07/2010), os brasileiros assistiram de camarote a péssima atuação da Argentina sobre a Alemanha e aplaudiu a goleada que a seleção de Maradona teve de enfrentar, podemos descobrir que nem os velhos lobos são tão ariscos como pensávamos e descobrimos que o técnico argentino conteve seu pranto ao ver a conquista da Copa 2010 se esvaindo.

E assim  as especulações argentinas cessaram e os ‘Hermanos’ perceberam que não devem jamais subestimar a capacidade de seus adversários e muito menos sentir-se plenos em seu desenvolvimento, tudo é possível, a procura pela perfeição deve ser constante e os concorrentes devem ser respeitados como tais. O futebol é repleto de surpresas e pode ser bem aceito, ou vaiado por sua torcida, basta ser condizente com o que se espera, ou não.

E acreditem quando se trata de seleções como a brasileira ou a argentina, esperamos sim o melhor dos jogadores, adoramos a queda dos argentinos no entanto sabíamos de sua capacidade e por serem nossos principais rivais queríamos que estes mantivessem seus dedos distantes da taça e assim foi feito, entretanto precisávamos do nosso Hexa e também não tivemos tal mérito para essa conquista, como muitos afirmaram foi a Copa da ‘Zebra’ e situações inacreditáveis assumiram o poder do campeonato e estão levando à fase final a Holanda, a Espanha, a Alemanha e o Uruguai pode até ser surpreendente que estejamos a margem desse evento apenas como expectadores, mas é totalmente compreensível que as quatro seleções citadas mereçam tais lugares, afinal conquistaram este valor e nos mostraram que existe um novo futebol e que os craques estão presentes em todos os países, alguns em maior destaque que outros mas estão lá, em cada canto do mundo, em cada sociedade, em cada região independente da situação que os cerquem.

A cada dia se tornará mais competitivo este esporte e aqueles brasileiros que simplesmente acham que o fato de sermos considerados os ‘melhores’ é o suficiente para alcançarmos o Hexa, se enganam. Nossas estrelas devem brilhar em campo como sempre fizeram, porém sem deslumbramentos com humildade e respeito pelas outras nações e acima de tudo com raça e força. Mostrando porque o Brasil transformou o futebol em uma arte e confirmando ao planeta que sim somos capazes de outra conquista e alcançaremos outras e outras, sem limites.

Por Elaine Correia

Imagem:http://conexaote.capacitacaocorporativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/02-12-drogas-jairo.jpg

Já abordei as Drogas por duas vezes aqui no blog, nos posts: A VOLTA DO PÓ e O TRÁFICO- UMA INDÚSTRIA DOENTIA. Na verdade por ser um assunto que causa polêmica, discussões e muito desconforto trata-se de algo que tenho interesse em abordar, pois apesar dos inúmeros motivos que esse tema possui para ser resolvido, ainda é uma situação que não tem alcançado mudanças satisfatórias. Existem programas diversos que debatem com especialistas, jovens e usuários sobre esses entorpecentes capazes de arrebatar vidas, no entanto a venda continua proibida, o tráfico continua existindo e o número de usuários tende a aumentar ano após ano.

Na verdade a proibição do consumo de entorpecentes por muitas vezes pode soar como algo hipócrita para o século XXI, no entanto a legalização causa um alvoroço na atual sociedade, pois com a legalidade da comercialização  geraríamos inquietude política, religiosa e social. São muitos os valores atrelados a esta decisão, no entanto há de se encontrar um consenso entre tantas duvidas, o que não se pode é deixar a situação do jeito que está a cada dia temos mais violência, mais usuários que iniciam o consumo, mais jovens que morrem por causa da utilização da droga e maior fortalecimento da organização criminosa.

Desde o principio de seu consumo, os entorpecentes tiveram certa aceitação da sociedade.

O primeiro artifício utilizado para colocar entorpecentes na ilegalidade ocorreu nos EUA, em 1914, com o Ato de Narcóticos. Esse Ato nasceu em conseqüência dos diversos problemas de dependência e de overdose com ópio e cocaína que vinham ocorrendo na região. Após 4 anos da implantação legislativa, em 1918, o Governo realizou uma avaliação para verificar os efeitos da legislação e concluiu que:

 1º) Uma industria clandestina havia surgido para suprir a demanda dos usuários;

2º)  Esse mercado estava organizado a ponto de importar e distribuir os entorpecentes;

3º) O uso do ópio aumentou de forma brusca;

Após o comitê de avaliação concluir que a implantação da lei havia contribuindo para o aumento do consumo o Governo americano não se conteve e adicionou ainda mais restrições ao Ato existente, a punição por crimes com narcóticos passou de 5 para 10 anos de reclusão em cárcere privado – não satisfeitos na década de 50 a punição seria transformada em pena de morte. O que comprovou que a proibição do consumo e do comércio de entorpecentes estava totalmente atrelada aos interesses religiosos.

A oposição as drogas deixou evidente que aquele velho ditado “Tudo que é proibido, se torna melhor” é a pura realidade. A proibição gerou um ciclo vicioso da seguinte forma: a repressão aumenta o valor do produto, que valoriza o tráfico, que estimula mais e mais o consumo e que aumenta a repressão.

 

O histórico de repressão do EUA contra as drogas infelizmente não resultou em bons frutos e acabou motivando em 1960 uma década regada ao consumo exacerbado de diversos entorpecentes, o cenário dessa década foi ilustrado por soldados americanos fumando maconha no Vietnã, hippies se esvaindo em meio ao LSD e por fim a cocaína que estava esquecida e acabou retomando sua carreira na mesma época. Com o ressurgimento da cocaína tivemos o nascimento dos Cartéis colombianos liderados por megatraficantes que ao longo dos anos vem construindo seus impérios com base no tráfico de drogas.

A repressão gerada pelos EUA ainda desencadeou maiores problemas em outros países, em 1970, a Suécia assistia o aumento do consumo de heroína. No entanto diferente dos americanos a proibição em junção com campanhas motivacionais contra o uso de entorpecentes diminuiu significativamente o numero de usuários. Atualmente o consumo de drogas pelos suécos é 3 vezes menor do que a média européia.

A Venda

A idéia de comercialização Legal dos entorpecentes no Brasil prevê que a venda ocorreria somente em locais autorizados e as drogas com efeitos mais perigosos deveriam ter o controle que hoje existe na venda de medicações controladas. Para o Governo vem o lucro, afinal o que seria do governo sem lucrar com está história? As drogas se tornariam fonte de renda como qualquer outro produto comercializado em nosso pais. Assim a policia resolveria crimes mais relevantes e protegeria a sociedade de forma efetiva.

No entanto cabe fazermos uma pergunta sobre essa solução, o brasileiro possui equilíbrio, valores e consciência para tal legalidade? Os usuários saberiam utilizar está lei sem causar danos maiores à população em geral? Isso não acarretaria problemas judiciais ao Governo, devido a mortes pelo uso exacerbado ou outras conseqüências?

 São muitos os questionamentos que envolvem essa discussão e na verdade podemos afirmar que não, o brasileiro não está preparado para essa legalização, há muito que se compreender e o que se ensinar sobre os entorpecentes e sobre as conseqüências que seu uso pode gerar ao individuo. Não estamos falando de banalidades, estamos tratando de vidas, de famílias, de seres humanos que necessitam de apoio para superar uma brincadeira que tornou-se um vicio doentio e destruidor.

Antes de darmos qualquer passo em relação a este tema, a população necessita de informação, seja usuário ou não todos devem assimilar o que esta legalidade pode acarretar a nós e as gerações futuras.

Por Elaine Correia.

 

 

È uma atitude incoerente, no entanto muitas mulheres árabes aderem a tal procura por participarem de uma sociedade machista, autoritária e preconceituosa. Muitas jovens estão dispostas a pagar aproximadamente 2 mil euros (4 mil reais) por uma cirurgia realizada na França capaz de restaurar a virgindade, apesar do ocidente avaliar tal atitude como algo ultrapassado, afinal aderimos outras regras moralistas. Essa intervenção cirúrgica tem a capacidade de salvar as vidas dessas jovens, que por circunstâncias maiores acabaram entregando a virgindade antes da consolidação de seus casamentos.

A restauração é feita em uma clinica localizada em Paris, liderada pelo médico Marc Abecassis. O especialista afirma que são realizadas entre duas ou três cirurgias por semana com duração média de 30 minutos e que necessitam apenas de anestesia local. O médico ainda assegura que a faixa etária das mulheres que procuram esse tipo de intervenção é em média de 25 anos e as interessadas são das mais variadas classes sociais árabes.

Por se tratar de um assunto polêmico, Abecassis ainda se enquadra entre um dos poucos médicos que falam abertamente sobre a cirurgia. O mais intrigante nessa procura é que as mulheres abordam o especialista acreditando que esse procedimento é a prova de que são virgens e que estão aptas ao casamento.

O Dr. Abecassis acredita que está ajudando essas jovens a escapar de uma sociedade injusta e preconceituosa, capaz de punir severamente mulheres que ousem quebrar suas regras. “Ela pode estar em perigo, pois, em alguns casos, é uma questão de tradições e família. Acredito que nós, como médicos, não temos direito de decidir por elas ou julgá-las.” Marc Abecassis garante que para as interessadas existe também uma forma de ‘forjar’ o rompimento do hímen sem que haja nenhuma intervenção cirúrgica, em uma fabrica chinesa já são comercializados hímens artificiais que custam em média 23 euros (R$ 54). O produto é fabricado com base em um elástico e possui sangue artificial, dessa forma a mulher o introduz dentro da vagina e simula sua virgindade ao marido.

    Imagem: http://streetknowledge.files.wordpress.com/2008/07/muslim_woman.jpg

    O arrependimento é algo que domina a mulher árabe que entrega sua virgindade antes do matrimônio, elas se sentem culpadas e em alguns casos cometem suicídio devido ao tamanho sofrimento psicológico que sofrem. Esse constrangimento psíquico que atormenta essas jovens se atrela ao medo de serem isoladas por suas famílias e comunidades, ou até mesmo assassinadas sem nenhum direito a defesa.

A sociedade cristã no Oriente Médio são tão rígidas quanto as comunidades muçulmanas, quando trata-se da exigência que a mulher seja virgem antes do casamento. A especialista social árabe Sana Al Khayat, assegura que tais exigências são vinculadas ao ‘controle’.“Se ela é virgem, ela não tem como comparar (o marido com outros homens). Se ela esteve com outros homens, então ela tem experiência. Ter experiência torna as mulheres mais fortes”.

È neste cenário doentio e aguçado pela soberania masculina que as mulheres árabes são obrigadas a viver suas vidas, mantidas atrás de véus e à sombra de seus maridos. Como seres dependentes e submissos ao poder supremo imposto pelo homem.

Por Elaine Correia

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Desde a década de 60 os entorpecentes são tachados como a real desgraça humana, no entanto seu uso cresce cada vez mais e seu tráfico fatura quantias homéricas envolvendo nossos jovens e nossas crianças em suas garras dia após dia.

  A principio as drogas eram apenas um problema da policia, mas com o passar dos anos ela se tornou um problema comum à sociedade, e devemos nos perguntar se essa guerra contra as drogas realmente surtirá um efeito positivo algum dia?

O álcool é capaz de dilacerar vidas, assim como qualquer outro entorpecente e não somente a vida de um alcoólatra, mas a vida de sua família de pessoas que estão ao seu redor e que podem se tornar vitimas do uso exacerbado da bebida. No entanto por tratar-se de uma droga Legal  seu consumo gerou uma industria saudável, capaz de movimentar uma economia como qualquer outro bem de consumo, gerando impostos ao Governo, lucros as empresas e empregos aos trabalhadores.

Entre outras drogas possuímos um extenso leque de opções, entre elas estão: a cocaína, a heroína e o ecstasy. São drogas maléficas a saúde assim como o álcool, talvez não na mesma proporção, contudo a longo prazo destinam o usuário ao mesmo final. As três drogas citadas acima geram cerca de US$ 330 bilhões por ano e da Ilegalidade, foi capaz de gerar uma indústria doentia, ao invés de gerar impostos ao Governo geram a propina que aguça a corrupção, no lugar de gerar lucros as empresas, o lucro financia a compra de armamento que alimenta diariamente a violência. E por fim ao invés de oferecer empregos aos trabalhadores, o tráfico propõe, ou melhor, impõe às crianças e aos jovens uma vida baseada na criminalidade sem perspectiva alguma vida.

Em teoria seria um caso facilmente resolvido e apoiado por muitos especialistas como, médicos, políticos e economistas que acreditam que a solução para o tráfico seria a legalização das drogas. Mas como esse plano nunca realmente foi posto em prática, abrimos agora outro leque de opções questionáveis. Quais drogas deveriam ser legalizadas? Isso geraria maior consumo dos usuários?O crime organizado e o tráfico realmente perderiam sua força? Como isso afetaria na sociedade?

A lei que proibi o consumo de drogas em todo o planeta foi posta em vigência no século 20, no entanto tal posicionamento não cessou o consumo e nem ao menos o diminuiu e por fim ainda nos obrigou a guerrear contra traficantes, mas com desigualdades imensas, nós choramos de mão atadas almejando a proteção de filhos viciados, eles levam nossos filhos com armamento de primeira geração, que conseguiram através da policia que em algum momento nos jurou proteção.

Eles viciam nossos filhos prometendo aos pequenos, saciar sua ânsia pelo consumo da droga e depois o obrigam a viver no crime como se fossem soldados a caminho de uma 3ª guerra mundial. Os traficantes arrancam das mães o poder de serem mães, extingue-se o amor, o carinho, o respeito. Os filhos tornam-se estranhos e ocasionam picos de loucuras em famílias inteiras. E por fim originam as desgraças que arrebatam tudo como um furacão e levam esses jovens a morte precoce, muitas vezes sentenciadas pelos próprios pais, que exaustos de sofrimento são capazes de tirar a vida de seus próprios filhos, à procura de um pouco de paz.

Por Elaine Correia

22 DE ABRIL

Será que estamos realmente atentos?

Vamos ver, quais foram às celebrações da data de ontem (22/04/2010)? Não se lembra? Nossa que previsível, não?

Mas vamos mudar essa catástrofe que assola os brasileiros de memória curta.

 

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Em 22/04/1500, 13 caravelas aportaram ao solo brasileiro, está se lembrando? Heim? Hum? Ham?

Tinham como líder Pedro Álvares Cabral, foi esse  o português que descobriu o Brasil para o mundo e o chamou a principio de Monte Pascoal, ontem 22/04/2010 completamos 510 anos de descobrimento, de notoriedade, de evidenciação, enfim fomos conhecidos pelo resto da humanidade e simplesmente alguns fingem que essa data nada tem de importante, se esqueceram das aulas de história que nos assombraram durante o ginásio? Mas isso não pode ser possível.

No entanto 470 anos mais tarde, pós-descobrimento do Brasil. O senador norte-americano Gaylord Nelson instaurou o primeiro manifesto critico a poluição, foi em 22/04/1970 que passou a existir o Dia do Planeta Terra, data que ainda hoje, 40 anos depois é desconhecida por muitos.

Afinal é muito comodo esquecer, ou fingir que nunca soube. Uma forma de não ser cobrado por atitudes que façam a diferença, pelo menos no dia dedicado a preservação de nosso planeta. Sendo assim em 22/04 são comemoradas datas únicas que devem ser lembradas e evidenciadas por todos e a todos os momentos, vamos civilizar, resgatar raizes, refrescar a memória desse povo alienado que nada enxerga além de tragédias e precipicios impostos pela sociedade e pela midia capitalista, sedenta por consumidores.

Trata-se de divulgar nossa história e o real motivo pelo qual estamos aqui e por fim temos de repassar cada expressão desta história aos nossos herdeiros, quem sabe assim um dia compreenderemos quem realmente somos.

Por Elaine Correia.

Imagem: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,39291389-FMM,00.jpg

Após a tragédia que abalou o Rio de Janeiro levando a morte dezenas de pessoas e deixando desabrigados por todo o estado. Os cariocas acabaram percebendo que seus problemas apenas começaram, existe uma série de obstáculos pelos quais terão de passar para que consigam normalizar suas vidas e retomarem suas rotinas.

A começar pelos corpos dos parentes soterrados, o morro do Bumba um dos locais mais afetados pelas enchentes ainda esconde em seus escombros diversas vitimas, no entanto a procura por corpos é incessante. O corpo de bombeiros declarou que não cessaram seus trabalhos enquanto não encontrarem todos os corpos desaparecidos.

Os profissionais estão se revezando em jornadas de 12 horas com um numero de 200 homens nas buscas em Niterói. contudo o trabalho desses homens acaba sendo dificultado pelo risco de novos deslizamentos, o que torna as escavações instaveis a cada hora de trabalho.

As buscas estão sendo revezadas entre maquinários e trabalhos manuais, afirma o major Rodrigo Bastos responsável pela operação. “As escavadeiras trabalham para tirar o grosso, quando encontramos uma laje ou outra coisa, o trabalho passa a ser manual” 

  Bastos ainda afirma que não importa  quanto  tempo leve, sua equipe somente encerrará os trabalhos quando não houver mais corpos soterrados.”Pode durar meses ou até anos, mas só vamos encerrar as operações com todas as vítimas retiradas.”

 Em meio a este cenário de destruição o Governo Federal do Rio de Janeiro liberou R$ 200 milhões em ajuda ao estado, essa verba será destinada as emergências causadas pelas enchentes, visando a melhoria da situação calamitosa que afronta os cariocas.

Por Elaine Correia.

CASO ISABELLA NARDONI

Imagem:http://ultimosegundo.ig.com.br/casoisabellanardoni/

Após 2 anos da morte da pequena Isabella Nardoni assassinada em 29/03/2008 quando tinha apenas 5 anos, foi dado inicio ao julgamento dos acusados pela sua morte: seu pai, Alexandre Nardoni e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá.

 O julgamento do casal Nardoni teve inicio na ultima segunda-feira (22/03/2010) no Fórum de Santana localizado na zona norte da capital paulistana. Desde seu principio o julgamento tem mobilizado dezenas de pessoas à frente do fórum que acompanham os depoimentos de perto, à procura de justiça.

Logo no 1º dia do julgamento Ana Carolina de Oliveira compareceu ao fórum para prestar seu depoimento como testemunha chave do crime e mãe da vitima. Mesmo após o término de seu testemunho Ana de Oliveira foi mantida no fórum a pedido do advogado de defesa Roberto Podval que defende o casal, a mãe de Isabella esteve em confinamento de 22 a 24/03. Com o intuito de mantê-la dentro do efeito de incomunicabilidade, a testemunha é mantida em uma sala sem contato com nenhum meio de comunicação. Tal  solicitação da defesa desencadeou uma série de efeitos destrutivos à Ana de Oliveira, que tem apresentado casos de depressão desde a morte de sua única filha.

Ao longo da semana foram ouvidas diversas testemunhas e no 4º dia de julgamento 25/03/2010 (quinta-feira) foram escutados os testemunhos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Durante seu depoimento Alexandre chorou se desesperou e até se confrontou com o promotor Francisco Cembranelli,além de demonstrar total descontrole em seu relato Nardoni ainda acusou a equipe policial de lhe fazer uma proposta afim que ele assumisse o crime.

Pouco após o testemunho de Alexandre Nardoni o juiz Maurício Fossen ouviu o testemunho de Anna Jatobá, a acusada também chorou por diversas vezes, negou as acusações contra ela e falou tão rápido que o juiz Fossen pediu para que Jatobá relatasse suas declarações pausadamente. A ré ainda tentou convencer o júri que amava a enteada e que sempre tratou Isabella com muito carinho.

Após 5 dias de julgamento por volta da 01:00h da manhã do ultimo sábado (27/03/2010) o juiz Maurício Fossen após se reunir com o júri popular decidiram enfim o destino dos acusados. Ambos foram declarados culpados pela morte de Isabella Nardoni.

Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos, um mês e 10 dias de prisão e Anna Carolina Jatobá pegou 26 anos e oito meses de reclusão, após a definição da sentença ocorreu uma verdadeira celebração em frente ao Fórum de Santana, cerca de 300 jornalistas aguardavam ansiosos pela sentença e dezenas de pessoas também estavam apreensivas na porta do Fórum clamando para que a justiça fosse feita. Dessa forma logo após a definição do destino dos acusados a emoção tomou conta de todos e enfim o Brasil pode assistir a punição desses dois criminosos.

Um dia após a condenação do casal Nardoni, Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella falou com repórteres em frente a casa de seus pais onde mora em São Paulo. Ana de Oliveira foi entrevistada por cerca de 20 minutos e pode esclarecer a todos como foi acompanhar o julgamento dos assassinos de sua única filha. Apesar do alivio pela condenação dos criminosos a mãe de Isabella se sente muito debilitada devido ao tempo que foi mantida no fórum e também devido à dor que passou por ter que  relembrar a morte de Isabella.

“A justiça foi feita, mas o vazio ficou. Minha filha não vai voltar” afirmou Ana Carolina.

Imagem: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,16150790-EX,00.jpg

O defensor dos acusados Roberto Podval afirmou que abrirá um recurso para que a pena seja modificada, contudo o promotor Francisco Cembranelli acredita que a pena foi justa e adequada ao crime praticado, a promotoria não acredita em moficações na sentença do casal.

Por Elaine Correia.

A SEDUÇÃO DO ENSAIO

Como sou simplesmente fascinada pela criatividade da TV Cultura, às vezes em meio à zapeações em uma breve procura por algo que realmente valha a pena ser assistido me pego admirando um programa que apesar de existir ha algumas décadas se tornou algo encantador e especial, por trazer aos telespectadores verdades sobre as músicas brasileiras, seus cantores e interpretes. Refiro-me ao programa Ensaio que está na programação da Rede Cultura desde 1990, o especial apresentado por Fernando Faro, possui um acervo precioso com diversos músicos da Música Popular Brasileira.

 O Ensaio ganhou muita notoriedade por possuir um formato diferenciado e inovador, pela sua época de criação trata-se de um programa a frente de sua época e por este motivo vem conseguindo acompanhar as adaptações de seu veiculo de comunicação de forma íntegra.

 O mais sedutor de seu formato talvez seja sua iluminação que remete a uma penumbra focada no claro e no escuro, sua captação de imagens é quase que toda centrada no close, o que mostra com clareza o músico, captando suas verdades, suas qualidades e seus defeitos.

 O ensaio acontece da seguinte maneira, trata-se de uma entrevista mesclada com músicas. Contudo as perguntas são em OFF, e somente são gravadas as respostas e entre as perguntas utilizam da música como ilustração do que foi dito.

São diversas tendências musicais tratadas pelo programa entre elas estiveram: samba, rock, bossa nova, tropicália, jovem guarda e etc. Todas estas características conseguem fazer com que o público conheça de forma mais intima seu ídolo, pois neste especial pode-se descobrir as verdades de maneira tranqüila sem pressa, sem criações. O músico consegue contar um pouco sobre sua vida pessoal e profissional sem se alarmar e sem se preocupar com politicagem, fala-se o que vale a pena ser dito e interpreta-se da forma que bem entender.

Afinal trata-se de um programa livre.

Por Elaine Correia.

 

Todos sabem da tamanha perda de tempo que é acompanhar uma novela da emissora Globo transmitida em horário nobre, no entanto insistimos em assisti-las seqüencialmente como se cada enredo já tivesse se tornado parte de nossas vidas.

Atualmente está no ar a telenovela intitulada ‘Viver a Vida’, onde seu foco principal está em uma personagem portadora de paralisia ocasionada por uma lesão cervical. Com bons olhos podemos interpretar a mensagem do autor como sendo algo positivo, uma quebra nas barreiras e preconceitos sofridos pelos cadeirantes, afinal na novela estamos podendo acompanhar todos os obstáculos enfrentados pelos portadores de deficiências físicas.

Mesmo com todas as elucidações propostas pelo núcleo de viver a vida, trata-se de uma trama totalmente distante dos reais fatos que ocorrem com as pessoas que estão nesta condição. Muitas vezes são pessoas que não possuem possibilidades de evolução simplesmente por não terem capacidade financeira de investirem em sua recuperação. Esses deficientes não ganham camas inteligentes que reconhecem a voz de seu usuário, muito menos possuem cadeiras com tecnologia de ponta para se locomoverem mais facilmente, o mundo real é o inverso do conto de fadas tratado por Manoel Carlos.

O cotidiano de um paraplégico, ou tetraplégico, nem sempre conta com o apoio de três profissionais que poderão ficar a disposição 24 horas desenvolvendo junto ao paciente a melhor forma de reabilitação motora através de terapia, fisioterapia, hidroterapia. Entre outros recursos caríssimos para pessoas que muitas vezes não possuem nem ao menos o alimento diário.

Assim posso afirmar que sim, é muito bacana ver uma história tão enriquecedora na telinha, pois de alguma forma esse tema pode tocar as pessoas e motivá-las para que o preconceito contra os cadeirantes seja extinto. No entanto é inaceitável que se esqueçam daqueles que alem da falta de mobilidade ainda possuem a falta de possibilidades financeiras, o que torna os obstáculos cada vez maiores. Assim a compreensão se faz necessária, mas para que possamos entender melhor e até mesmo ajudar a todos e principalmente aqueles que precisam de apoio financeiro, afinal somente com esse tipo de ajuda conseguiremos em um futuro próximo ambientes adaptados para receberem todos sejam esses brancos ou negros, baixos ou altos, deficientes ou sem deficiência, gays ou heterossexuais, precisamos entender e simplesmente aceitar que somos todos iguais.

Por Elaine Correia

 

Entre o fim do séc XIX e o inicio do séc XX, foram travadas diversas reinvidicações devido ao trabalho exacerbado desenvolvido por homens, mulheres e crianças. Nos países que se industrializavam a carga horária exigida aos trabalhadores era de 12 a 14 horas diárias durante 6 longos dias semanais, obrigando-os a trabalhar também aos domingo se necessário.

Enquanto a mão de obra exigia cada vez mais do proletário os salários se tornavam cada vez mais baixos, no entanto as greves e tormentas ocasionadas pelos trabalhadores a procura de uma atividade descente soava aos proprietários das indústrias como uma afronta e foi assim que os operários foram nomeados como as ‘classes perigosas’.

No entanto os trabalhadores não esmoreciam e continuavam com suas incessantes manifestações  por melhores médias salariais, pela redução das jornadas de trabalho e pela proibição do trabalho infantil.

Mesmo com as freqüentes manifestações o cenário industrial ainda contava com a total dominação dos proprietários, as fábricas de pequeno e médio porte possuíam manifestações mais intensas dos operários o que resultava em reações diversas dos donos das indutrias, os mesmos mantinham as portas fechadas durante o expediente, os relógios cobertos, os salários baixíssimos e as jornadas de trabalho cada vez mais longas.

Em 25 de março de 1911 as 17:00h todos trabalhavam quando um incêndio se iniciou na Triangle Shirtwaist Company, a empresa possuía chão e divisórias de madeira, contendo em suas repartições altíssima quantidade de tecidos e retalhos, o que contribuiu para que o fogo se alastrasse rapidamente. A Triangle contava com a mão de obra de 600 trabalhadores, na sua maioria mulheres com faixa etária de 13 a 23 anos.Algumas mulheres conseguiram fugir pela escada, no entanto outras no ápice do desespero acabaram jogando-se pelas janelas de encontro com a morte.

Morreram 146 pessoas, 125 mulheres e 21 homens, a tragédia trouxe a comoção de todos, o que fortaleceu o reconhecimento dos sindicatos. Hoje no local do incêndio existe a Universidade de Nova Iorque que possui em sua fachada uma placa com os seguintes dizeres:

“Neste lugar, em 25 de março de 1911, 146 trabalhadores perderam suas
vidas no incêndio da Companhia de Blusas Triangle. Deste martírio
resultaram novos conceitos de responsabilidade social e legislação do
trabalho que ajudaram a tornar as condições de trabalho as melhores do
mundo.” (ILGWU)

 

 

Por Elaine Correia

Como falar do Dia Internacional da Mulher sem lembrarmos de uma brasileira tão intensa, tão verdadeira e tão única quanto a eterna Pagu?

A paulista Patrícia Galvão conseguiu sobreviver de forma doce e sucinta em uma época em que o futuro mais promissor que uma mulher poderia esperar seria um casamento arrumado pelos seus pais.

Patrícia possuía diversas características típicas de uma mulher a frente de seu tempo e se tornou conhecida por realizar de maneira louvável várias profissões, entre elas Pagu foi jornalista, escritora de livros e de peças de teatro, militante política, agitadora cultural e por fim uma mulher que esbanjava inquietude e vida por onde passava.

Nascida em 09 de junho de 1910 em São João da Boa Vista (SP). Pagu ganhou seu tão famoso apelido por Raul Bopp que acreditava que seu nome era Patrícia Goulart e não Patrícia Galvão como realmente estava em seu registro de nascimento.

Entre uma vida regada por impulsos incessantes Pagu passou por situações que marcaram sua vida para sempre, aos 14 anos engravidou e se submeteu a um aborto que lhe martirizou pelo resto de seus dias, aos 15 anos estreou na imprensa como colaboradora da Brás Revista. Tornou-se amante de Oswald de Andrade enquanto o mesmo foi casado com Tarsila do Amaral, o que acarretou no término do casamento de Oswald com a famosa pintora brasileira.  Ao se casar com Andrade, Pagu deu voz a um enorme escândalo perante a sociedade moralista da época.

Oswald como de costume também traiu Pagu imensuráveis vezes , no entanto ao descobrir e até mesmo presenciar os adultérios cometidos pelo seu 1º marido, Patrícia se mostrava uma mulher moderna e adepta a liberdade sexual. Com seu companheiro, Pagu trabalhou intensamente como jornalista e escritora foi quando iniciou sua parceria com o jornal O Homem do Povo, o que fez com que seu casamento se fortalecesse não pela fidelidade, mas sim pela lealdade que tinham na profissão.

Ainda com Oswald de Andrade teve seu primeiro filho Rudá e  logo após seu nascimento deixou seu primogênito aos cuidados do pai para ir morar no Rio de Janeiro, com o intuito de servir ao Partido Comunista. Nesta época sofreu muito e em 1935 uma onda de prisões a alcançou mantendo-na presa por cinco longos anos.

Quando saiu da prisão já com 30 anos casou-se pela 2ª vez, com Geraldo Ferraz escritor e jornalista e assim descobriu ao lado de outro companheiro mais uma vertente do jornalismo pela qual se apaixonaria, o jornalismo cultural dessa forma seguiu sua trajetória alcançando sua plenitude profissional como jornalista, presenciando estréias únicas de escritoras como: Clarice Lispector e Lygia Telles.

No entanto em alguns momentos um lado sombrio de Patricia vinha a tona esmorecendo sua força interior, foi nesta fase que a doce Pagu passou a se afogar em suas depressões e a se consolar no álcool. Tentando suicídio por duas vezes, foi em Paris que descobriu um câncer de pulmão que a levou a morte prematuramente aos 52 anos, encerrando a breve história de uma mulher que era doce e feminina e ao mesmo tempo rude e intensa, era fraca em seus amores, porém forte em seus ideais, se tornou exemplo e motivação para as mulheres contemporâneas, tornando-se inesquecível. Com a conhecida Èra Pagu.

Por Elaine Correia

A maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está com intuito de despertar o interesse do setor privado divulgando o edital do projeto até o fim deste mes, o Governo nomeou o meio de transporte como TAV (Trem de Alta Velocidade), ou o famoso trem-bala que interligará o Rio de Janeiro a São Paulo .

O projeto de implantação do trem, prevê que sua operação tenha inicio em 2016 paralelo ao inicio da Olimpiada. O plano está orçado em R$34 bilhões e despertou grupos empresariais de interesse em seis paises, Coréia do Sul, China, Japão, Alemanha, França e Espanha.

O trem de alta velocidade percorrerá por um trajeto de 511 km entre o centro de São Paulo e o centro do Rio de Janeiro, a viagem terá um tempo médio de90 minutos de duração e o meio de transporte alcançará uma velocidade média de 280km/h.

Em comparação a outros meios de transporte, o teto da tarifa do trem – bala será de R$206,15, a frequencia do será de 3 trens por hora e o tempo de espera de 5 minutos, tendo em vista tais dados é evidente que será um investimento totalmente relevante ao publico que utiliza a ponte Rio – São Paulo.

O trajeto possui como paradas definitivas as seguintes:  aeroporto Viracopos em Campinas, em Guarulhos, em Aparecida do Norte, em Resende, no aeroporto Galeão no Rio de Janeiro com seu término no centro da capital carioca.

Por Elaine Correia.

A música em um contexto geral consegue demonstrar uma forma única de expressão, de natureza afetiva e critica, onde seus autores conseguem colocar em jogo diversas questões mundanas, sendo assim poderíamos nos perguntar por que alguém vai a um concerto?

E obteremos respostas óbvias, trata-se da procura por relaxamento, por diversão, por encantamento, por conhecimento, ou qualquer busca que se justifique um encontro com uma arte que inspira o que realmente defina-se como humano.

Diante de tais afirmações uma orquestra como a Osesp tem por direito aderir a sua existência ser evidenciada como um complexo cultural, estendendo seu campo de atuação por áreas como: atividades musicais, ações educativas, publicações, atividades de formação de platéia e gravações. Essa adequação em suas características seria plausível a qualquer orquestra do mundo, contudo se faz muito mais necessária quando falamos na Osesp, pois a mesma localizada no centro econômico brasileiro, lhe nomeia como sendo ainda mais diferenciada e lhe transfere a obrigação de suprir quaisquer demandas criadas pelo público interessado.

È neste cenário rico que a Osesp tem agregado atividades únicas ao seu cotidiano, Edu Lobo irá compor um grande frevo para a orquestra que percorrerá uma turnê européia em novembro por dez cidades entre elas, Viena, Varsóvia, Frankfurt e Madri. Em 2011, o Quarteto Osesp fará a estréia de ‘Quatro Canções’ do compositor mineiro Kristoff Silva.

 Em conjunto com todas as inovações propostas pela Osesp ainda em 2010 a Sala São Paulo apresentará um circuito de palestras sobre música. Com textos que poderão ser encontrados nos programas impressos e também no site da casa. Dessa forma a orquestra coloca-se em tamanho papel de responsabilidade, afinal ser uma orquestra já se faz importante em seu exercício, contudo ser uma orquestra em São Paulo lhe traz a exigência de ser a melhor no que se faz e a mais responsável em todas as atividades.

Por Elaine Correia

Trata-se de uma verdadeira expressão de responsabilidade social criada pelo fundador da empresa Miguel Geller Krigsner.A Fundação O Boticário possui como seu foco a realização de ações de conservação da natureza o que vem se concretizando desde sua criação em 1990.

Suas ações se designam entre a proteção de áreas naturais, o apoio a projetos externos e a conscientização da sociedade na conservação ao meio ambiente. Os locais que mais recebem inserções conservacionistas são a Mata Atlantica e o Cerrado. Assim a Fundação colabora na diminuição de impactos nas mudanças climáticas e também incentiva efetivamente o investimento na sensibilização da sociedade, referente aos movimentos sustentaveis.

O principal papel da Instituição é o compromisso com a natureza, a conservação contínua e o incentivo a atitudes politicamente corretas. Diante de tais comprometimentos a Fundação Boticário se apresenta como uma organização sem fins lucrativos capacitada no desenvolvimento da proteção ao meio ambiente repassando seus valores a socidade brasileira, visando saldos positivos à gerações futuras.

Por Elaine Correia

 

E agora, a quem podemos recorrer para que haja solução? Será que existe alguem que possa solucionar esse caos instaurado na capital econômica do país?

São Paulo não é mais a terra da garoa e sim a terra das enchentes, das mortes por afogamentos, dos prejuizos, das paralisações, dos resíduos pós- temporais, do descaso…

Ontem (03/02/2010) a cidade sofreu um de seus dias mais caóticos do ano e os paulistanos provaram o sabor amargo de viver em uma cidade ‘abandonada’ pelos seus próprios moradores, por mais que haja temporais a cidade deve possuir estrutura para aguentar tais efeitos naturais, mas essa selva de pedra está longe de ter educação e consciencia para isso.

Ontem foram tantos pontos de alagamento na cidade que os resultados foram os seguintes: A estação de metrô Jardim São Paulo localizada na zona norte da capital foi invadida pela enchente e alarmou os usuários do transporte por volta das 18:00 horas, ocasionando o bloqueio do embarque e desembarque na plataforma.

Os rios Tietê e Aricanduva transbordaram, bloqueando o trânsito que se tornou mais extenso a cada minuto, também nas estações de metrô Sé e Barra Funda houve desespero e super lotação de passageiros, fazendo com que os metroviários instaurassem uma alta contenção de fluxo. O temporal também ocasionou a paralização de linhas da CPTM e ocasionou a queda de energia na região leste da cidade.

A cidade declarou estado de alerta aproximadamente as 18:00h, diante de tais acontecimentos os paulistanos conseguiram chegar em suas residênciasem torno das 21:00 h, exaustos e perplexos com todo drama sofrido pela cidade.

Por Elaine Correia.

ROMANCE EM EXTINÇÃO

Pode ser que eles ainda existam, mas sei que não possuem a mesma intensidade de alguns anos, antes eram vividos como se fossem os únicos de uma vida, a entrega era perfeita de ambas as partes. Os homens dedicavam-se as doces serenatas e aos buquês vermelhos, as mulheres suspiravam redigindo cartas e sonhavam com seus amados. 

Falo dos Romances, que há muito deixaram de ser como um dia foram os amores eram vividos como se a morte estivesse pronta para tomá-los uns dos outros, os olhares eram dirigidos para somente um local, os corações batiam aceleradamente, as pernas bambeavam como em danças folclóricas. Eram sempre únicos, por mais que no fundo os amantes soubessem que aquilo poderia ser passageiro e que então outro amor encontrariam, viviam o momento como se fosse o último de suas existências. 

Mas com toda a modernidade que o tempo trouxe em seu avanço, o homem acabou moldando-se para a vida tornando-se frio, cauteloso e arisco às emoções, com medo de se envolver, medo de viver, medo de amar e por conseqüência medo de sofrer. Claro que ninguém deseja sofrimento a si próprio, mas há de haver riscos para que a vida tenha alguma valia, não há? 

Há de ter aventura, de ter desmazelo e acima de tudo paixão aliás, a paixão deveria ser ingrediente fundamental na vida humana, seja em âmbito pessoal ou profissional, afinal como se consegue desenvolver algo sem paixão?Precisamos dela para nossos trabalhos, para nossas amizades, para tudo que realmente fizer sentido e necessitar de continuidade. 

Contudo essa paixão já não mais existe no cotidiano humano, como toda regra há sua exceção, mas é visível a frieza de todos pós-modernidade, não há mais serenatas, nem ao menos as cartas restaram, não existem mais buquês vermelhos que digam o quanto vale um verdadeiro amor, uma amizade intensa ou um simples gesto de simpatia. 

O romance está em extinção e temo mais ainda pelas futuras gerações, que talvez nem sentirão a sensação doce que é viver um amor intenso, ou uma paixão de verão momentânea, talvez nunca saberão o que é sofrer por um sentimento, pois também nem terão oportunidade de senti-lo.Quem sabe assim contaremos aos nossos netos as histórias que embalaram nossas gerações, como realmente um dia o humano foi capaz de ser solidário, companheiro, amigo, amoroso e fiel com aqueles pelos quais sentiu algum tipo de amor ou amizade, algum tipo de sentimento que pudesse nos diferenciar das máquinas e da robótica perturbadora que formou o homem moderno. 

Por Elaine Correia

O RESPEITO PELA VIDA

 

Como uma mulher em sã consciência consegue sentir a necessidade de efetivar um aborto? 

È indecente de tão inaceitável tal pensativa, por mais que se esteja acima da idade de engravidar, ou abaixo da média imposta pela sociedade, por mais que se ganhe menos de 500,00 cruzeiros ao mês, ou muita grana para pensar em gastar com crianças, por mais que se tenha um parceiro amigo, companheiro e fiel ou que se tenha se entregado para um louco depois de se embriagar na tequila, ou coisa parecida ainda assim temos a principal das opções, o Livre Arbítrio que pode ser destinado a dois caminhos, o de gerar uma criança e criá-la durante toda uma vida, vendo-a crescer com educação, amor e carinho ou a opção de bloquear a chegada de uma alma que por muitas vezes esperou muitos anos para conseguir uma nova chance de consertar seus erros e retomar o caminho à evolução. 

Mais do que qualquer lei humana que permita o acometimento de tal crime é responsabilidade total da gestante que por alguns momentos tem a decisão de uma vida em suas mãos. 

São diversas as mulheres que assumem fraqueza e optam por não ter seus filhos e por conseqüência em algum espaço do tempo se arrependem e sofrem cada segundo de suas vidas por terem desistido daquela vida. 

Outras conseguem abrir seus olhos para a luz e perceber que a opção de ter essa alma é a mais concisa e depois descobrem que deram ao amor de suas vidas a capacidade de nascer e se fazer presente na terra. 

Assim elas percebem que aquele filho que um dia foi um peso e um problema tornou-se seu amigo desvelado, fiel e companheiro. Dessa forma a mulher descobre que somente ela tem a benção divina de gerar em seu ventre uma vida e conseguir com tal capacidade estar mais próxima de Deus e de sua luz divina.

Por Elaine Correia

HOMEM MODERNO

A situação atual moldou o novo individuo, e fez com que o cidadão se resguardasse em uma redoma como se fugisse da verdade e da realidade em sua essência. São pessoas que se apropriam de um universo ‘fictício’ e faz deste, seu próprio ambiente.

O sujeito contemporâneo tem reduzido suas atividades à robótica e apela para o uso excessivo de comodidade é muito viável o prazer de se iludir com o entretenimento barato proposto pela televisão, ou a ilusão do consumo exagerado no shopping implantado no mesmo terreno do condomínio onde mora.

Toda essa sensação de poder e status está diretamente ligada a fuga que o homem moderno planeja para manter-se distante do mundo real, como se o que há fora do parque residencial no qual reside não existisse. O sujeito remove de sua realidade o que não lhe é conveniente e fantasia permanência  em sua ‘redoma de vidro’ como se estivesse a salvo daqueles que fogem do padrão ideal.

Para tais pessoas o esperado é que estejam sempre em suas residências repletas de muito glamour com estruturas planejadas, para uma vida ‘segura e plena’, com uma condição regada a tecnologia de ponta e com toda sua mobilidade reduzida a e-mails disparados pelos seus respectivos notebooks, programas assistidos através de suas televisões de bolso, agendas eletrônicas que fazem o papel da memória do individuo, afinal tamanho é o excesso de informação que o mesmo não se atenta a lembrar nem ao menos  o dia de seu aniversário, entre outros aparatos que já se tornaram o real motivo da ‘existência’ humana atual.

Tal isolamento detém as relações humanas e inferiorizam qualquer tipo de sentimento a um 2° plano. As pessoas não são mais unidas à individualidade se tornou ponto crucial para uma vida considerada ‘segura’, quando na verdade trata-se de uma distorção da realidade que induz o individuo a ser alguém distante de qualquer fato seja este apropriado ou não. Tal isolamento simboliza um confinamento no qual o individuo pode encontrar tudo o que necessita para viver sem ter de se expor ao mundo e sem ter de arriscar seus bens materiais, que por diversas vezes valem mais que suas próprias vidas.

Assim o cidadão atual se mantém como refém da modernidade e descobre que não consegue se desligar da robótica e de toda a parafernália de ponta. Fazendo de sua vida uma eminente escrava da tecnologia e do consumo exacerbado.

Por Elaine Correia.

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